
A cada dia surgem novos imprevistos e o ciclo vital reinicia, acordamos com pensamentos diferentes, que ao longo de todas as jornadas modificam-se. Os mares de sonhos, por exemplo, são deixados de lado, e a
incerteza vira à tona.
Hoje o que para mim parece belo, amanhã, poderá não ser.
Pois a cada segundo, inicia-se um tempo, então percebo que a revolução chega ao
fim, mostrando-me verdadeiros objetivos que me fazem vencer, e a luta parece
não ser a mesma. Todavia, são constantes modificações que alteram o giro do
planeta.
Os anos passam, e percebemos que as aspirações que obtemos,
nem sequer saem daquela folhinha de papel, com pensamentos do tipo: “que
dezembro traga-me felicidade...”, então enxergamos a realidade e por mais dura
que seja, aceitamos, sem questionar, ou buscar algo melhor, apenas nos
calamos!
E o mesmo vale para mim, quando se trata de sonhos, vejo-me
perdida. Olhando para os quatros cantos, em busca de uma resposta que possa
iluminar-me.
Desejo viajar, conhecer a natureza que em mim existe, desejo
recomeçar, desejo sentir-se realizada, feliz., desejo pelo menos, um minuto,
deixar de ser tão confusa...
“Ah, mas quanta bobeira...!” No final de tudo, o filme
queima e o que resta são apenas ações inexploradas, que se tornaram inusitadas e capazes de não deixar nada acontecer, porque por sua culpa, você não correu e modificou
o universo. Aceitou, e mais uma vez, se
calou.
Olhando aquele viveiro, percebi que necessito voar. Voar
para um caminho que não me deixe tropeçar.